Instituição: E. E. Padre Manoel de Paiva Netto
Local: Petrolina - PE
Projeto: Clube de xadrez Paiva Netto

Xeque-mate educativo
Aulas de xadrez em escola pernambucana provocam a aquisição de habilidades cognitivas entre os alunos.

Quem acredita que xadrez é um jogo só para gênios pode rever seus conceitos. Por acreditar no potencial desse esporte de desenvolver habilidades como atenção, memória, raciocío lógico, inteligência e imaginação, a Escola Estadual Padre Manoel de Paiva Netto, de Petrolina (PE), criou em 2004 o Clube de xadrez Paiva Netto e tem tido resultados positivos para a educação.

A ideia é aproveitar as qualidades do xadrez para tranformar o espaço escolar em um lugar mais atrativo para alunos com indisciplina, falta de concentração ou baixa auto-estima. Segundo os coordenadores do projeto, o aprendizado de xadrez orientado para a resolução de problemas, propicia ao aluno a oportunidade de analisar, avaliar e propor alternativas de solução às situações da vida diária. Ademais, permite que o aluno respeite o próximo, perceba a existência de limites e saiba administrar o tempo.

O clube foi criado por uma professora, um ex-alunos e um morador da comunidade, mas o grupo logo se ampliou - menos de um ano depois, já eram 84 membros ativos, dos quais quatro com deficiência. Participam alunos e ex-alunos, mas a proposta é abrir também para a participação de professores e pais de alunos.

O trabalho começou a ser ensinar xadrez para alunos que estavam com horário vago, e estes começaram a participar de torneios e a trazer troféus e medalhas. Durante algum tempo, os jogos eram realizados com peças emprestadas. Então, para captar recursos, foi criado o Cine Paiva Neto, que funciona aos finais de semana.

Além de viabilizar a aquisição de peças e custear outras despesas do clube de xadrez, o cinema propiciou a abertura da escola para a comunidade, oferecendo cultra não apenas pela tela mas, sempre que possível, por debates a respeito dos filmes exibidos.

O xadrez ganhou importância na escola - as aulas, que antes aconteciam na biblioteca, agora têm uma sala específica. Segundo os coordenadores do projeto, os participantes conseguem administrar melhor suas perdas e ganhos, e quem apresentava dificuldades de convivência em grupo se tornou mais responsável, agindo com compromisso e respeito.


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