Instituição: Colégio Mário Quintana - Cenecista
Local: Encantado - RS
Projeto: Semear

O que temos de melhor
Em Encantado (RS), alunos despertam para o voluntariado e a escola aproxima-se da comunidade.

O acesso à informática ainda é privilégio de poucos no Brasil. Mas, se dependesse dos alunos do Colégio Mário Quintana - Cenecista, essa realidade seria bem diferente.

Cerca de 60 crianças e jovens carentes da AME (Associação Pró-Menor de Encantado), com idade de 6 a 14 anos, recebem atenção diária de alunos e professores do colégio, em ações do projeto Semear. Entre as atividades, estão aulas de computação, uma vez que quase todas essas crianças e adolescentes nunca haviam tido contato com informática.

Mas as ações dos voluntários são muito mais abrangentes. "O colégio sempre teve interesse em se abrir para a comunidade, mostrando e oferecendo o que tem de melhor", diz a diretora do colégio.

Quatro vezes por semana, os alunos da AME vão ao Mário Quintana também para terem aulas de voleibol e futsal, com a participação voluntária de alunos e professores. E uma vez por semana realizam, na AME, atividades de recreação e reforço escolar.

Evidentemente, nem tudo transcorre sem contratempos. Às vezes, os alunos sentem na pele como é lidar com problemas de comportamento. Em resposta a essa situação, os estudantes passaram a trabalhar também conteúdos de cidadania e bons hábitos e atitudes.

Mediante outra parceria, desta vez com a Secretaria Municipal de Ensino, os alunos vão para comunidades menos favorecidas e realizam oficinas de pintura e capoeira. Alunos da 6ª série do ensino fundamental frequentam um hospital levando mensagens de esperança, apresentando-se em um coral. Com o ensino médio, realizam-se atividades de diferentes creches municipais, e foi criado um grupo de jovens em um dos bairros atendidos.

Assim, cada série tem uma atividade diferente, que pode ser desde doação de alimentos, roupas e brinquedos até ações ecológicas, como separação de lixo, reciclagem de papel e plantio de hortaliças.

O projeto inclui também a participação de pais - quando profissionais se oferecem para realizar consultas odontológicas e médicas na comunidade, em unidades móveis. O resultado mais positivo foi a descoberta, por parte dos alunos, da capacidade de criar e interagir, de ser voluntário. E, assim como os alunos, os familiares sabem que, oferecendo o que têm de melhor, também melhoram continuamente.


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